Begin Again & Cachorro-quente

Begin Again é um daqueles filmes que você passa grande parte dele sorrindo e acaba com um sorriso maior ainda no rosto. O novo longa do irlandês – e ex-baixista do The Frames –  John Carney  (de Once) conta a história de uma garota (Keira Knightley) que vai para NY junto com o namorado músico Dave, vivido por Adam Levine (sim aquele do Moving Like Jagger). No Brasil ele recebeu o nome de “Mesmo se nada der certo” – não vou discorrer de como eu me irrito com os nomes que dão para os filmes nesse país, então sigamos o baile.

Logo se vê, analisando a vida do diretor, que ele deixou de tocar em uma banda, mas a música jamais saiu dele. Temos aqui um filme sobre música. Sobre a importância que ela tem na vida da pessoa. E o que uma boa música pode fazer por alguém.

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– Estava bêbado ao me ouvir cantar?
– Com certeza. É quando a magia acontece.
– Que magia?
– Eu ouço coisas.
– Você ouve coisas?
– Arranjos. É preciso estar bêbado para essas coisas.
– Devia estar bêbado esta noite, ninguém mais ouviu nada.
– Não, sua música é boa. É você.

Gretta (Keira – licença poética para contar que não vou com a cara dela, mas nesse filme eu gostei muito da atuação – não me irritou e isso já é uma grande coisa) depois de perder o namorado para a fama, sai por aí e em um bar acaba por conhecer acidentalmente o produtor musical vivido por Mark Ruffalo. Ele a vê cantando uma música de própria autoria e gosta. Seria ela o grande achado dele para restabelecer a própria carreira?
Seria esse o momento que Gretta passa a acreditar no seu talento? Ela então aceita encarar a ”viagem” de Ruffalo de montar uma banda que tocará pela cidade, gravando o disco em locais públicos, misturando tudo ao som da cidade. Me lembrou aquela coisa dos sons dos trens em Cafè Lumière.  Pois toda a cidade fala, tem sua própria identidade e isso ficou muito interessante aqui.  A música passa a não ser apenas uma trilha sonora, ela é agora quase que o personagem principal do filme.

Impossível não se animar com a empolgação de Ruffalo, que está em um dos melhores papéis de sua carreira. Solto, maduro, conciso e ao mesmo tempo genial, ele faz com que a gente praticamente tenha vontade de sair tocando junto com eles no meio da rua e corra da polícia quando ela aparecer.

Os romances ficam em segundo plano, mas nem por isso menos importantes. As amizades que já existem e as que se formam durante a história, são uma pincelada a mais para alegrar o expectador. O amigo pirado que acolhe Gretta depois do fora é um personagem pra lá de carismático.

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Louvor para a cena em que Mark e Keyra dividem um bifurcador de fones de ouvido e saem dançando caminhando pela cidade, mostrando cada um as músicas que tem no celular. Depois que você assistir essa cena vai querer arrumar um pra você e passar pela mesma experiência.

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Como eu disse no começo do post, é um filme todo musical, sem ser um musical. Prato cheio para quem não vive a vida sem uma trilha sonora.

No fim de toda essa viagem o auto conhecimento é o que fica: os personagens se descobrem, se entendem e passam a viver uma vida mais livre de todas as exigências da vida que foi imposta até então. Vale cada segundo.

Trailer:

Para acompanhar o post hoje, venho com uma receita de cachorro-quente com purê. Sei que parece simples e besta, mas isso combina muito com grandes cidades, como NY, como São Paulo, que foi de onde eu vim e onde eu aprendi a gostar tanto desse prato que me remete a infância. Se você nunca comeu isso não sabe o que está perdendo.

Foi em uma noite carnavalesca que eu e meus amigos (e vizinhos) do Manga com Pimenta resolvemos nos juntar para um bate-papo, tomar cervejas e fazer esses dogs. A Fernanda fez o purê e o Pedro o vinagrete. Eu fui capaz de comer e tomar cerveja, além de ajeitar a mesa. Uma boa noite entre amigos que resultou na comida do post. Enjoy!

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Cachorro-quente com purê de batatas

O que você vai precisar?

Para o purê:

4 batatas grandes

1 caixinha de creme de leite

3 colheres de manteiga

Sal a gosto

Para o vinagrete:

1 pimentão verde picadinho

1 cebola picadinha

1 tomate picadinho

Azeite de oliva

Vinagre

Sal

Para o resto:

Salsichas de sua preferência

Mostarda (muita

Catchup

Batata-palha

Queijo-ralado

Maionese

Como fazer?

Cozinhe as batatas em água até que fiquem macias. Eu descasco e pico elas, pois assim cozinham mais rápido. Passe as batatas pelo espremedor e leve ao fogo junto com  a manteiga em fogo baixo.  Tempere com sal e acrescente o creme de leite. Mexa até que fique cremoso.

Para o vinagrete doure os pimentões no azeite de oliva até que fiquem bem moreninhos. Em uma tigela coloque o resto de todos os ingredientes, o pimentão e adicione o azeite, sal e vinagre.

Monte o cachorro-quente do jeito que você mais gosta. Eu fui de pão, maionese, purê, vinagrete, salsicha e muita mostarda.

Essa é a coisa boa de fazer jantas sem muita frescura com os amigos, cada um monta o lanche do jeito que quer e come cometendo o maior vexame de o purê escapar do pão e sujar tudo. Ah, esqueci: muitos guardanapos. Não é uma janta para se convidar para um primeiro encontro. Ou é, o que renderia boas risadas. Fica a dica!

1 Comentário

  • Jeanete Martins 24 de Fevereiro de 2015 (16:30)

    Amei amiga! Sei que sou quase uma aberração por não ter visto este filme ainda, mas já está engatilhado. Fiquei ainda mais curiosa depois do post, ah…a receita…delicia!

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