A Busca & Feijão Carioquinha

A Busca é um filme de 2012, dirigido pelo estreante Luciano Moura e protagonizado por Wagner Moura. Fugindo dos esteriótipos do cinema nacional, que em sua maioria trata da violência das ruas ou “comédias”, temos aqui um drama de um pai na busca incessante por seu filho que fugiu de casa.
Theo (Wagner Moura) é um médico que se separou recentemente da mulher, também médica, Branca (Mariana Lima – que estava incrível na última temporada de Sessão de Terapia – lembram?), os dois tem um filho chamado Pedro (Brás Moreau Antunes – que é filho do cantor Arnaldo Antunes). A primeira parte do filme mostra o caos de um final de casamento, os choques de ideias e possibilidades que deixam com que o menino se sinta dividido e confuso.

Sempre achei que quanto menos se tem, menos se perde
E a essa altura, eu só tinha um cavalo
Um cavalo velho que não servia pra nada.
Mas aí o meu cavalo morreu…

Pedro é um artista nato. Desenha cavalos e não quer ir para o intercâmbio na Nova Zelândia que o pai quer pagar. Aquela velha sensação de querer comprar o afeto com alguma viagem, dinheiro ou outra coisa qualquer, que na realidade não substitui nada, apenas faz com que o afastamento seja maior.
Depois de uma brusca discussão familiar, Pedro resolve fugir de casa. Fingindo que iria passar o final de semana na casa de um amigo, ele vai embora sem deixar muitos rastros. É nesse momento que o médico tão ocupado vira apenas um pai desesperado em busca de seu filho. Theo larga tudo e sai em uma caçada melancólica e de grandes descobertas.

Achei interessante a construção que os roteiristas deram a história, pois aos poucos ela vai sendo revelada, desde o porque Pedro se foi, até para onde e por qual propósito ele estava indo.
Temos ainda uma bela participação do fenomenal Lima Duarte no final do filme. Sem sombra de dúvidas é um dos grandes atores brasileiros. Em uma cena emocionante e que transborda sinceridade o filme se encerra e deixa aquela sensação de que precisamos prestar mais atenção nas pessoas ao nosso redor, nossos relacionamentos, nossos sentimentos e deixar de lado as coisas materiais e do dia-a-dia. Quando se está sempre ali, parece normal, só vai fazer falta quando sumir. Pegou? Assistam.

Algumas pessoas já me perguntaram como que eu faço a conexão dos filmes com as comidas. Na maioria das vezes, no meio do filme, tenho um clic sobre alguma comida que tenha a ver com o assunto, o país de origem, algum ator ou mesmo uma personagem. Em algumas, o filme mostra algum prato e é nele que vou me inspirar. Noutras vezes, como foi o de hoje, eu estava cozinhando e pensando que eu precisava de um filme brasileiro para postar junto com o feijão. Porque não há nada mais brasileiro que um feijão bem feitinho.

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Feijão Carioquinha

Tempo Prep: 15 min
Tempo Coz: 40 min
Serve: 4

Ingredientes

  • 500 g de feijão carioquinha
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 folhas de louro
  • 2 colheres de molho de tomate (opcional)
  • Pimenta do reino moída
  • Sal a gosto

Mode de Preparo

  1. Coloque o feijão de molho e deixe pelo menos por 6 horas ali antes de cozinhar. Eu costumo deixar da noite para o dia seguinte.
  2. Em uma panela de pressão, coloque o feijão, as folhas de louro e adicione água até dois dedos acima dos grãos. Leve ao fogo por mais ou menos 20 minutos. Abra a panela com cuidado e verifique se já está cozido. Caso ainda não esteja, deixe por mais uns 10 minutos. Se tiver com pouca agua, adicione um pouco mais de água quente.
  3. Em uma outra panela (grande o suficiente para colocar o feijão), refogue a cebola e o alho em azeite de oliva. Adicione o molho de tomate e reserve. Quando o feijão estiver cozido, despeje ele nessa panela com o tempero. Coloque o sal e a pimenta do reino. Deixe agora ferver, em fogo baixo, até que o caldo fique grosso.

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