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	<title>Resnais Archives - Cozinha em Cena</title>
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	<description>Um blog sobre comida e cinema.</description>
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		<title>Hiroshima mon amour &#038; Petits soufflés de couve-flor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 20:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Salgados]]></category>
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		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Marguerite Duras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Poderia dizer que a minha paixão pela cultura oriental começou quando li pela primeira vez, sentada na grama da Faculdade, o livro &#8220;O amante&#8221; de Marguerite Duras. Eu já tinha uma pré-disposição a amar os orientais, desde pequena, porém, depois de ser levada pelas palavras e o envolvimento contado no livro entre uma francesa e um chines eu logo me &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Poderia dizer que a minha paixão pela cultura oriental começou quando li pela primeira vez, sentada na grama da Faculdade, o livro &#8220;O amante&#8221; de Marguerite Duras. Eu já tinha uma pré-disposição a amar os orientais, desde pequena, porém, depois de ser levada pelas palavras e o envolvimento contado no livro entre uma francesa e um chines eu logo me vi encantada. Foi então que, na mesma época, eu tive o prazer de assistir pela primeira vez a &#8220;Hiroshima mon amour&#8221; (roteiro adaptado de um livro de Marguerite Duras) &#8211; agora mudava um pouco&#8230;era um japonês envolvido com uma francesa. Tudo me diz que tem muito da vida de Marguerite ali. Cada detalhe, cada sensação e sentimento. É tão real.</p>
<blockquote><p>Como com ele, o esquecimento começará por seus olhos.<br />
Igual.<br />
Depois, como com ele, sua voz será esquecida.<br />
Depois, como com ele&#8230;.ele abrangerá você inteiro&#8230;pouco a pouco.<br />
Você se tornará uma canção.<br />
Quem é ela?<br />
Uma francesa.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3178" src="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-cozinha.jpg" alt="hiroshima-cozinha" width="1200" height="761" srcset="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-cozinha.jpg 1200w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-cozinha-595x377.jpg 595w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-cozinha-768x487.jpg 768w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-cozinha-960x609.jpg 960w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma atriz em visita a Hiroshima a trabalho. Um arquiteto japonês que está sem a família na cidade. Apenas dois dias. Um amor que jamais será esquecido. O filme trata com tanta presteza a memória. As coisas que se quer esquecer e acha que se esqueceu, mas que voltam com tanta facilidade quando se toca nelas.<br />
Acho interessantíssimo o modo como o filme se desenvolve, um grande &#8220;bafo&#8221; para a época que foi filmado. Fiquei pensando e analisando aqueles dois no bar e aquela mulher linda e francesa bebendo cerveja como quem precisa daquilo para poder desabafar. Não tinha limites, não haviam esconderijos para aquela conversa e aquela cumplicidade que se formava ali. É tão duro ter que esquecer.</p>
<p style="text-align: justify;">É tão difícil falar do passado, mas ao mesmo tempo, é incrível como com algumas pessoas isso acontece sem nenhum planejamento, é espontâneo. E era assim que acontecia entre aqueles dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Também interessante e chocante, são as cenas iniciais, onde o diretor mostra imagens das catástrofes causadas pela maldita bomba atômica que por lá destruiu tantas vidas, deformou tantas pessoas, acabou com tantos sonhos. Além de ser um grito revoltado contra o acontecido, ele retrata a verdade das relações humanas no seu mais profundo modo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3179" src="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-mon-amour-cozinha.jpg" alt="hiroshima-mon-amour-cozinha" width="1200" height="751" srcset="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-mon-amour-cozinha.jpg 1200w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-mon-amour-cozinha-595x372.jpg 595w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-mon-amour-cozinha-768x481.jpg 768w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2012/03/hiroshima-mon-amour-cozinha-960x601.jpg 960w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<blockquote><p>&#8211; Você inventou tudo.<br />
&#8211; Nada.<br />
&#8211; Assim como essa ilusão existe no amor&#8230;a ilusão de poder nunca esquecer&#8230;<br />
&#8211; Eu tive, diante de Hiroshima&#8230; a ilusão de jamais esquecer, como no amor.<br />
&#8211; Eu vi também os sobreviventes e os que estavam no ventre<br />
das mulheres de Hiroshima.<br />
&#8211; Eu vi a paciência, a inocência, a doçura aparente com que os<br />
sobreviventes provisórios de Hiroshima<br />
se adaptavam a um destino tão injusto&#8230;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A memória&#8230;que lembra tanto as coisas de Kar-wai. Não consigo deixar de assimilar obras da Nouvelle Vague francesa ao cinema de Kar-wai. Godard, Resnais&#8230; Fica aqui a dica, para quem não viu e para quem viu há muito tempo, como eu, vale a pena assistir novamente com outros olhos, talvez mais maduros e amaciados pelas memórias e a passagem do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em homenagem ao diretor francês querido Resnais e a insuperável Marguerite Duras, hoje a receita tem toda uma coisa francesa.</p>
<div class="info-box-header">
<h2>Petits soufflés de couve-flor</h2>
</div>
<div class="tc-info-box-meta">
<h5>Prep Time: 60 min</h5>
<h5>Serve: 2</h5>
</div>
<h4>O que você vai precisar?</h4>
<ul class="tc-info-box-ul">
<li>400 g de Couve-flor</li>
<li>150 g de queijo mussarela ralada</li>
<li>4 ovos</li>
<li>2 colheres de sopa de manteiga amolecida</li>
<li>4 colheres de sopa de leite</li>
<li>1 pitada de noz-moscada</li>
<li>1 pitada de sal</li>
<li>Pimenta do reino a gosto</li>
</ul>
<h4>Como fazer?</h4>
<ol class="tc-info-box-ol">
<li>Separe as claras das gemas e bata as claras em neve com a pitada de sal. Cozinhe a couve-flor no vapor. Pique bem picadinha ou passe no processador. Junte à couve-flor as gemas, a manteiga, o queijo, noz moscada, pimenta do reino e o leite. Misture bem. Incorpore as claras em neve nessa mistura. Coloque em pequenos ramequins ou cocottes &#8211; dependendo do tamanho rende 4 ou 6. Forno pré-aquecido a 180º por 25 minutos. Na prateleira do meio dele, de preferência.</li>
</ol>
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