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	<title>Omelete Archives - Cozinha em Cena</title>
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	<description>Um blog sobre comida e cinema.</description>
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		<title>A Liberdade é Azul &#038; Omelette au Roquefort</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2014 22:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A liberdade é azul (Trois couleurs: Bleu), de 1993, é o primeiro filme da Trilogia das Cores do diretor polonês Krzysztof Kieslowski. Os demais filmes que compoem a trilogia são: &#8220;A igualdade é branca (1994)&#8221; e &#8220;A fraternidade é vermelha&#8221; (1994). Falaremos deles em outros posts certamente, pois é um trio de filmes que todos devem assistir. A Trilogia das &#8230; </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A  liberdade é azul (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0108394/">Trois couleurs: Bleu</a>), de 1993, é o primeiro filme da Trilogia das Cores do diretor polonês<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001425/?ref_=tt_ov_dr"> Krzysztof Kieslowski</a>. Os demais filmes que compoem a trilogia são: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0111507/?ref_=tt_rec_tti">&#8220;A igualdade é branca</a> (1994)&#8221; e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0111495/?ref_=tt_rec_tti">&#8220;A fraternidade é vermelha&#8221;</a> (1994). Falaremos deles em outros posts certamente, pois é um trio de filmes que todos devem assistir. A Trilogia das Cores é baseada nas três cores da bandeira francesa e nas três palavras do lema da Revolução Francesa: &#8220;liberdade, igualdade e fraternidade&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Na França, Julie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000300/?ref_=tt_cl_t1">Juliette Binoche</a>) sofre um acidente com sua filha e marido. Ela é a única a sobreviver do desastre. A partir daí começamos a participar de uma trágica e dramática história.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Só me falta fazer uma coisa.<br />
Nada.<br />
Não quero bens, nem recordações, nem amigos, nem amor.<br />
Tudo isso são armadilhas.<br />
(Julie Vignon)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sou apaixonada pelos filmes de Kieslowski. Ele sempre consegue arrancar da gente os sentimentos mais diversos, principalmente quando os assuntos são doloridos, como em Bleu, polêmicos como em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0095467/?ref_=tt_rec_tti">Não amarás</a> ou em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0095468/?ref_=tt_rec_tti">Não matarás</a>. Poderia passar a tarde toda indicando filmes deles para vocês nesse post, porém, acho mais digno falar de cada um deles com o passar do tempo.</p>
<p>Voltando ao filme, Julie era casada com um maestro renomado. Depois da morte dele, ela é incumbida a terminar uma composição de coro e orquestra que havia sido encomendada a ele, mas o mesmo não conseguiu terminar em vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Já não parece algo fácil para uma pessoa que está levando a vida normalmente, que dirá para alguém que está lidando com a perda de sua família e tem que tocar a vida. Esse filme mostra muito esses momentos difíceis que algumas pessoas precisam passar. E a força enorme que tiram não sei de onde para seguir vivendo. Uma coisa que nunca me saiu da cabeça, foi a conversa que ela manteve com o flautista mendigo na rua, quando ouviu ele tocar o acorde que era da composição que ela estava tentando concluir. Ela foi indagá-lo de onde ele tinha tirado aquilo, ele disse que inventava coisas, gostava de compor. E sem mais nem menos ele diz a ela: &#8220;Devemos sempre ter algo a que nos agarrar.&#8221;. Será que é por isso que conseguimos passar por algumas coisas que parecem impossíveis em nossas vidas? Levo comigo esse fragmento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com todo o vai e vem das tentativas que terminar a composição, ela acaba descobrindo coisas da vida do marido, que jamais imaginou existir. O que afunda um pouco mais aquele ser solitário. Do tipo de situação que você se dá conta que viveu anos com alguém e não conhecia aquela pessoa. Ele tinha uma outra vida paralela jamais revelada.</p>
<p style="text-align: justify;">Juliette Binoche está com uma atuação FANTÁSTICA, ela representa o papel com uma dor tão bem interpretada, só que com a ausência do dramalhão. Ela sequer chora. Juliette carrega a Julie com um olhar frio, vazio, quase que descrente da vida. Um dos diálogos que ela tem com a empregada demonstra muito isso, Julie pergunta a mulher porque ela está chorando, e ela responde: &#8220;Porque você não está.&#8221;. Ou seja, sempre nos lutos, nas perdas, as pessoas imaginam que o retrato da dor seriam as lágrimas, mas nem sempre é assim. Pode apostar que aquilo doía tanto em Julie que ela nem sequer conseguia chorar.</p>
<p style="text-align: justify;">A trilha sonora é um personagem MUITO importante nessa obra. Em algumas cenas que nada é dito, apenas os personagens são envoltos nas dolorosas músicas que falam por si só. Acho incrível isso na música clássica, pois sem ter nenhuma palavra, a música conta histórias.</p>
<p style="text-align: justify;">A liberdade é azul é um filme sobre o abandono, a dor, a falta de quem se ama, as mudanças do cotidiano que a vida nos leva, é tomar café com sorvete sozinho, conversar com um flautista na rua, é não ter mais onde morar e ir em busca de um novo lugar, é lutar contra os ratos, ou alimentar os mesmos, é romper com tudo que já se teve, é se livrar e esquecer tudo que se viveu até então para que se possa finalmente alcançar a verdadeira liberdade. E ela é azul &#8211; aqui podemos imaginar a liberdade como imensidão do oceano, com toda sua cor e tamanho infinito, mas muitas vezes completamente inalcançável.</p>
<h3>Trailer:</h3>
<p><iframe title="A LIBERDADE É AZUL Trailer Legendado.avi" width="800" height="600" src="https://www.youtube.com/embed/dWKxNeuqIUk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje o que vai acompanhar o filme é uma <em>Omelette au Roquefort</em> que nada mais é que uma omelete com queijo. O nome francês é porque a omelete tem origem naquele país.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal a liberdade e o roquefort são azuis! Vamos lá?</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4036" src="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final.jpg" alt="omelete-au-roquefort-final" width="1280" height="720" srcset="http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final.jpg 1280w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final-595x335.jpg 595w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final-768x432.jpg 768w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final-960x540.jpg 960w, http://cozinhaemcena.com.br/wp-content/uploads/2014/09/omelete-au-roquefort-final-970x546.jpg 970w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<div class="info-box-header">
<h2>Omelette au Roquefort</h2>
</div>
<div class="tc-info-box-meta">
<h5>Tempo Prep: 15 min</h5>
<h5>Tempo Coz: 5 mins</h5>
<h5>Serve: 1</h5>
</div>
<h4>Ingredients</h4>
<ul class="tc-info-box-ul">
<li>2 ovos</li>
<li>6 cogumelos fatiados</li>
<li>1/2 cebola pequena picada em cubos</li>
<li>10 g de queijo Roquefort</li>
<li>2 colheres de sopa de creme de leite fresco</li>
<li>Azeite de oliva</li>
<li>Sal Noz-moscada</li>
<li>Noz-moscada</li>
</ul>
<h4>Modo de Fazer</h4>
<ol class="tc-info-box-ol">
<li>Bata os ovos, adicione o creme de leite fresco, o queijo em cubos e tempere com o sal e noz-moscada.</li>
<li>Em uma frigideira antiaderente, aqueça o azeite e refogue os cogumelos. Quando estiverem dourados, acrescente a cebola. Acrescente a mistura de ovos e deixe por 2 minutos para que cozinhe de um lado, vire a omelete e deixe mais 2 minutos, tudo isso em fogo baixo.</li>
<li>Decore com raspas de queijo e salsinha. Sirva imediatamente.</li>
</ol>
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