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    Pudim SEM furinhos

    pudim sem furos

    Hoje vamos versar sobre DOCE, sobremesa e isso pra mim remeta a pudim. O tal do pudim, que é muito querido por todos. Meu favorito tem que ser lisinho. Pudim sem furinhos é amor.

    Quando eu era pequena, tínhamos almoços quase todos os domingos na casa da minha bisavó. Ela era de descendência portuguesa, mas o que predominava na sobremesa, além do manjar branco cheio de ameixas (delícia também) era o pudim. O clássico pudim de domingo. Depois de um lindo almoço com comida italiana, quase sempre, exceto na Páscoa, havia aquela sobremesa maravilhosa.

    Eu sempre ficava incomodando que queria mais que um pedaço, a coisa era meio chata, porque ela só queria dar um pedaço por pessoa. Meu vô sempre me dava o dele. Trapaceávamos bonito. Era bem divertido. Memórias de infância são sempre as melhores com relação a comidas dos meus avós e bisavós. Acho que foi de lá que eu trouxe todo esse amor por cozinhar.

    Depois desse monte de histórias nostálgicas, vos pergunto: vocês gostam de pudim com ou sem furinho? A maioria dos meus amigos gosta com. O namorado gosta de qualquer um dos dois e eu sou partidária do pudim sem furos. Gosto daquela coisa lisa, saborosa, sedosa e linda. Sem furos, bem digno de um belo final de refeição.

     

    Hoje vou explicar aqui, pois andei pesquisando muito sobre isso, o que leva um pudim a ter furinhos ou não? Procurando pela receita perfeita, passei por milhares de histórias e conceitos. Cheguei a uma conclusão colocando a mão na massa, de fato: o pudim sem furos requer cuidado, delicadeza. Requer paciência e calma.

    Se você bater o creme do pudim no liquidificador, ele vai ficar aerado, entrará muito ar, e se logo despejá-lo na forma e levar ao forno, ele vai cozinhar com aquela vibe cheia de bolhas de ar. O que teremos? Furinhos.

    Se você mantiver o forno em mais de 180º, logo que ele entrar no forno, o ovo coagulará rapidamente e o que teremos? Furinhos.

    Se você o fizer diretamente na panela, em banho-maria, na boca do fogão, como estará com temperatura mais alta e rápida, o que teremos? Furinhos.

    Vou ensinar para vocês, dentro da minha experiência pessoal, como eu cheguei no pudim *quase* perfeito para meu gosto. O pudim lisinho e cremoso, sem furos.

    Eu ainda acho que o musoh master do pudim que conheço é o Julio Dessoy, o qual tem um perfil no Instagram que fica nos instigando a sermos os donos de pudins perfeitos. Aconselho muito a seguirem o moço lá, porque além disso, ele faz outras coisas maravilhosas. É um daqueles perfis que dá alegria de seguir.

    Voltando ao passado, o pudim da Vó Maria não tinha sementinhas de baunilha, mas o meu vai ter. Naquela época, acho que no máximo que se usava era aquela essência de baunilha artificial que encontramos no supermercado. O que não acho nada demais de não ter, mas que fica mega cheiroso e saboroso COM, fica. Então, se não tiverem, apenas ignorem esse item da lista e sigam o baile.

    Bom, vamos ao pudim? Espero que gostem e se você tem algum segredo sobre isso para compartilhar, faça, comente comigo que vou adorar saber.

     

    Pudim sem furinhos

    Preparo: 100 min
    Cozimento: 90 min
    Serve: 8

    Ingredientes

    • 1 lata de leite condensado
    • 3 ovos
    • 590 ml de leite integral (2 medidas da lata de leite condensado)
    • 1 xícara de açúcar
    • 1/2 xícara de água
    • 1 fava de baunilha

    Modo de Fazer:

    1. Pré-aqueça seu forno a 180 graus. Se seu forno tiver 160º, melhor ainda.
    2. Em uma panela prepare o caramelo, coloque o açúcar e a água. Muita atenção nesse momento, pois se o caramelo queimar, não adianta, tem que jogar fora e começar tudo de novo. Pode ser o fim do seu pudim, pois o caramelo queimado fica amargo e a gente quer coisa doce, néam?
    3. Coloque em fogo muito baixo, o menor que tiver, fique de olho, dando giradas na panela, quando atingir uma cor âmbar, aquele marronzinho claro maroto, está pronto.
    4. Com muito cuidado, despeje o caramelo na sua forma de pudim. Vá virando até que ele fique grudadinho por toda a forma, inclusive no cone do meio. Deixe quietinho ali esperando o creme. É sempre bom que esteja já frio para quando entrar com o creme, ele não se misture.
    5. Em uma tigela grande, bata adicione os ovos. Bata levemente com um fouet ou garfo.
    6. Adicione o leite condensado, em seguida o leite. Mexa com cuidado, como se tivesse todo tempo do mundo para fazer com que tudo fique misturado lindamente.
    7. Abra a fava de baunilha com uma faquinha e raspe todas as sementes. Adicione ao creme.
    8. Mexa mais um pouco, sempre tendo cuidado de não incorporar ar.
    9. Agora deixe descansar um pouco, por uns 10 minutos.
    10. Agora vem um bom segredo para evitar os furos: peneirar o liquido enquanto coloca na forma.
    11. Cubra com papel alumínio, bem justinho a forma, para evitar, mais uma vez, que entre ar.
    12. Leve a forma em banho-maria para o forno. Vai levar mais ou menos 1 hora e meia para ficar pronto. No meu a 180º levou 120 minutos.
    13. Passado esse tempo, retire do forno, tire do banho-maria e deixe esfriar.
    14. Leve a geladeira por, no mínimo, 6 horas. Ideal mesmo é de um dia para o outro.
    15. Na hora de desenformar, passe uma faca de leve pelas bordas e no cone do furo no meio do pudim.
    16. Coloque em uma forma cheia de água quente por uns 3 minutinhos. Dê uma leve balançada de lado nele, se ele dançar é porque está soltinho.
    17. Coloque um prato em cima da forma e vire. Muita calma nessa hora. Voilà! Temos pudim! 😉